Dezembro Vermelho: Prefeitura de Cláudia adere à campanha de conscientização ao risco da Aids – Prefeitura de Cláudia

Dezembro Vermelho: Prefeitura de Cláudia adere à campanha de conscientização ao risco da Aids

As incidências de doenças sexualmente transmissíveis voltaram a alarmar o sistema de saúde. Em busca da conscientização dos riscos e contaminação, a Prefeitura de Cláudia procurou um médico para tirar todas as dúvidas sobre o assunto. Dentre as principais, a mais grave ainda é a distinção entre a infecção com o vírus HIV e a

As incidências de doenças sexualmente transmissíveis voltaram a alarmar o sistema de saúde. Em busca da conscientização dos riscos e contaminação, a Prefeitura de Cláudia procurou um médico para tirar todas as dúvidas sobre o assunto. Dentre as principais, a mais grave ainda é a distinção entre a infecção com o vírus HIV e a manifestação da Aids. A infecção é a primeira fase, já irreversível e com a capacidade de contaminar também outras pessoas, mas ainda sem os sintomas, enquanto a segunda corresponde ao surgimento de problemas mais graves de saúde.

Além da ação de conscientização, a Secretária de Saúde do município alerta que os exames de detecção da doença já estão disponíveis no sistema de forma gratuita e anônima.

“Nós estamos disponibilizando o exame de forma simples e rápida para toda a população, queremos atender o maior número de pessoas possíveis”, alerta Eli Rizzi, secretária de saúde municipal.

De acordo com o médico Dr. Petrucci, ainda existe muita dúvida acerca do tema e também uma certa banalização dos riscos.

“A infecção é grave, é claro que com o diagnóstico precoce o paciente tem uma sobrevida considerável e dentro da normalidade, mas é importante ressaltar que é necessário frear a contaminação, principalmente entre os jovens. O único método eficaz é mesmo o uso da camisinha”, explica o médico.

A secretária de saúde municipal ainda lembra que a camisinha também está disponível gratuitamente nos postos de saúde.

“Brasileiros estão se esquecendo dos riscos da Aids”

“A Aids não morreu, mas o sucesso do tratamento da doença e o esquecimento da população sobre o poder letal da infecção pelo HIV fizeram com que ela voltasse a crescer no Brasil. Conforme alertou a Organização das Nações Unidas (ONU), em comunicado no ano passado, o país teve um aumento de 3% no número absoluto de novos casos – número que chama atenção. O índice está na contramão da tendência mundial, que registou uma retração de 11% da doença.

“Uma vez infectado pelo vírus HIV, o caminho para outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatites virais, clamídia, HPV, entre outras, é facilitado.

Atualmente há 830 mil pessoas convivendo com o vírus do HIV/Aids no país, segundo informações do Ministério da Saúde. Destas, apenas 548 mil estão em tratamento. Há ainda uma boa parte da população que não sabe que tem a infecção.

Proteja-se 

A prevenção contra Aids continua sendo, principalmente, o uso dos preservativos nas relações sexuais. O que nem todo mundo se lembra é que, além de prevenir a infecção pelo HIV, a camisinha também previne as demais infecções sexualmente transmissíveis. Embora a Aids continue sendo a condição mais grave, por ser incurável e estigmatizada, as demais doenças trazem sequelas perigosas.

Confira abaixo um pouco mais sobre as doenças consideradas negligenciadas pela população

Aids

Causada pelo vírus HIV, a doença é considerada incurável e não há perspectiva do desenvolvimento de vacinas. Não apresenta sinais nas primeiras semanas, mas pode ter sintomas como febre, mal estar, dor no corpo, comuns de infecções virais. Também facilita a infecção por outras doenças, visto que afeta o sistema imunológico do paciente.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção, principalmente.

HPV

Causada pelo vírus Papilomavírus Humano, o HPV não tem cura e pode aumentar o risco do desenvolvimento de câncer do colo do útero. Manifesta a doença através de lesões de pele e verrugas genitais. Pode ser prevenida com a vacina contra o HPV, indicada antes do primeiro contato com o vírus – embora também possa ser tomada mesmo depois.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.

Sífilis

Causada por uma bactéria, a doença tem cura simples e sequelas gravíssimas. Como os sintomas iniciais, de úlceras, tendem a desaparecer com o tempo, o paciente corre o risco de não tratar a doença logo de início. Isso leva ao desenvolvimento de problemas neurológicos graves. Leia mais sobre a sífilis aqui.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.

Hepatite B

Causada por vírus, a doença também é curável, mas quando não tratada leva a cirrose hepática e câncer de fígado. Pode ser prevenida também através de vacina e remédios antivirais, além do uso de preservativo. A hepatite B não causa sintomas por muito tempo, mas é possível ser identificada através de dores abdominais, febre, dor nos olhos e náusea.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.

Gonorreia

Causada por bactéria, a doença tem cura. Dos sintomas, secreção purulenta e ardência para urinar. Pode gerar doença inflamatória pélvica, se espalhar pelo sistema reprodutivo e, em casos mais graves, entrar na corrente sanguínea e atingir articulações, válvulas cardíacas e cérebro. Nos homens, leva a infertilidade. O tratamento feito com antibióticos.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.

Clamídia

Causada por bactéria, a doença também tem cura. Leva à doença inflamatória pélvica, inflamação da próstata, infertilidade e artrite reativa. Dos sintomas, secreção clara e ardência para urinar. O tratamento é feito com antibióticos.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.

Herpes genital

Causada por vírus, a herpes genital não tem cura. A doença forma lesões tipo vesículas na região genital, que são dolorosas, mas podem passar despercebidas. Leva à complicações na bexiga pelas feridas na uretra, meningite e retite, inflamação do reto.

Transmissão: via relações sexuais sem proteção.”

Por: Kings