Vídeo: Prefeitura de Cláudia adere ao Janeiro Roxo para identificação e tratamento da hanseníase – Prefeitura de Cláudia

Vídeo: Prefeitura de Cláudia adere ao Janeiro Roxo para identificação e tratamento da hanseníase

O mês de janeiro foi o escolhido para a conscientização sobre os riscos da hanseníase. O objetivo do Janeiro Roxo é levar o máximo de pessoas as unidades de saúde para a identificação e tratamento da doença. De acordo com a médica, Silvia Albertini, a identificação da doença não é tão simples porque os sintomas

O mês de janeiro foi o escolhido para a conscientização sobre os riscos da hanseníase. O objetivo do Janeiro Roxo é levar o máximo de pessoas as unidades de saúde para a identificação e tratamento da doença.

De acordo com a médica, Silvia Albertini, a identificação da doença não é tão simples porque os sintomas podem demorar muito para aparecer.

“Na verdade, existem dois tipos da doença, uma contagiosa e outra não, também existe o fato de ter pessoas que já são geneticamente resistentes. Quando os sintomas aparecem pode ser que a pessoa já está com a doença há muito tempo, por isso é tão importante que todos façam o teste”, alerta.

Sobre a crença popular de que a hanseníase só aparece em lugares sujos ou famílias de baixa renda a médica assegura que é mito.

“Todos nós podemos contrair em qualquer lugar, existem pessoas de todas as classes sociais contaminadas o restante é só preconceito mesmo”, ressaltou.

Para auxiliar na identificação e tratamento da doença a prefeitura está intensificando os atendimentos e exames específicos.

“Nós já temos um olhar voltado a esta identificação em Cláudia, com a busca ativa, mas neste mês principalmente estamos ainda mais focados”, finalizou.

Hanseníase

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, tendo sido identificada no ano de 1873 pelo cientista Armauer Hansen. É uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. A doença tem cura, mas, se não tratada, pode deixar sequelas. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, visando que a doença deixe de ser um problema de saúde pública. Atualmente, os países com maior detecção de casos são os menos desenvolvidos ou com superpopulação. Em 2016, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 28.000 casos novos da doença.

A transmissão do M. leprae se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora, chamada multibacilar, que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase. Cerca de 90% da população têm defesa contra a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição a doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa.

A suspeição da hanseníase é feita pela equipe de saúde e pelo próprio paciente. O diagnóstico é feito pelo médico e envolve a avaliação clínica dermatoneurológica do paciente, por meio de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se necessário, será feita a baciloscopia, que corresponde à coleta da serosidade cutânea, colhida em orelhas, cotovelos e da lesão de pele, e ainda pode ser realizada biópsia da lesão ou de uma área suspeita.

Por: Kings